sábado, 8 de fevereiro de 2014

Quem escreve?

Esse cara sou eu....

Meu nome é Gustavo, sou analista de sistemas e curto viagens de motos. Essa paixão não vem de berço, na minha família meus pais não andavam de moto e não lembro nem de um tio se quer com moto. A coisa surgiu de outra maneira! Um dia minha mãe me dando uma mão na crise financeira que eu andava disse para mim fazer uma lista das coisas que eu realmente precisasse que juntando os pila (gíria para dinheiro no RS) nós faríamos juntos. Por favor, quem leu até aqui, não pense que eu era um playboy e que minha mãe me dava tudo, trabalho desde os meus 16 anos, mas o cara novo e na faculdade é uma tristeza só e o bolso não enxergava nem um níquel.

Na época um grande problema que eu enfrentava era minha locomoção, mesmo Pelotas-RS não sendo uma cidade grande, para chegar a certos lugares ainda dependia do famoso BUZÃO. Então na listinha o primeiro item que escrevi foi CONDUÇÃO, pois bem, por ai começamos, minha mãe me sugeriu um Fusca, afinal era mais seguro que uma moto e um carro relativamente barato de se comprar, pensei um pouco mais e realmente concordava com ela nos aspectos levantados por ela, no entanto olhando um pouco para o futuro me lembrei da economia e comentei com ela que não teria a grana para sustentar a máquina em abastecimento e manutenção. Então tive que falar que a solução para mim era uma motoca, na hora nenhum de nós gostamos da solução, mas essa era a realidade.

Como o problema tranca na grana, sai no mercado para olhar as duas rodas ..... me agradei de uma tal de Biz, um tanque de 4 litros que andava 200 KM (hoje o valor da gasolina em Pelotas está na média de 3 reais) “era a bichinha dos ovos de ouro”, tinha um buraco para colocar o capacete e assim foi que a primeira moto apareceu na minha vida em 2003, ou, a 11 anos.
A Biz me ensinou muito, afinal para mim com 22 anos sem qualquer contato com moto o negócio era só sentar e andar, a única coisa que eu sabia era da troca de óleo e era a única coisa que eu achava muito chata, no caso da biz a troca era de 1000 em mil;
·         Com a biz fui atropelado uma vez por um carro que não respeitou o pisca sinalizado pela minha moto, aprendi que devemos ter muito cuidado mesmo estando certo na moto o corpo paga;
·         Aprendi que a relação gasta e é importante a lubrificação da corrente;
·         Aprendi que se deve ter recursos, caso o pneu furar no final de semana e o borracheiro perto de casa não trabalhar, existe além da possibilidade de ficar todo o final de semana em casa (meu caso), levar a outro que esteja aberto.
·         Aprendi que com a biz podia ir a qualquer lugar, mas é bom um motor potente para as subidas.

Bueno... passado uns dois anos com a motoca pintou um emprego que pagava mais, dava para melhorar a moto, refiz a proposta para a minha mãe e nos atiramos numa Twister usada ou seminova, ela tinha 980 km e os valores de parcelas não iam mudar muito. Com ela aprendi um pouco mais:
·         Realmente motor para subir faz diferença;
·         O óleo é de 3000 em três mil km nas motos maiores, para a minha felicidade;

Como havia comentado eu precisava de uma condução e elas me ajudaram muito nisso, a Biz era guerreira, eu e outro amigo o Vagner íamos para a universidade nela quando o carro dele dava problema (isso acontecia muito), a Biz gritava com o peso, mas levava, na época ele gordinho e eu mais delgado, hoje tudo ao contrário. Com a 250 já não havia esses problemas. As viagens eu fazia somente para Arroio Grande, para visitar meu pai.

E por coisas da vida eu em 2008 fui embora do Brasil e já fazia um ano que a Twister estava parada, então depois de minha partida ela foi vendida e minha mãe ficou com a grana. E ai tu que já leu até aqui, está perguntado onde está o T (tesão) desse loco por moto e por viajadas?? Bem, vamos contar umas histórias e ver de onde saem as paixões....

Como comentei 2008 já nos primeiros dias, levantei voo do solo Brasileiro, me fui para o Chile onde vive por três anos e já fez três que vivo no Brasil novamente. Lá no Chile um dia estava no serviço e liguei para a minha esposa e disse “Domingo estamos saindo de carro até o Brasil”, detalhe eu estava ligando na quarta e o mesmo fiz com meu pai. Liguei para o velho e falei que ia viajar no domingo em direção ao Brasil e iria fazer a viagem em uma semana pela Argentina, na sexta o pai chegou no Chile. Aproveitando o link quando aqui no sul falamos o velho ou a velha, se referindo aos pais é uma maneira muito carinhosa de tratar e não ofensiva. Então viajamos de domingo a sábado e duas semanas depois voltei eu e minha esposa por outro caminho.

Lá no Chile tenho vários amigos, porém tem um casal o Fernando e a Adriana, a Adriana é parceirona do Fernando e ele já tem incontáveis KM rodados. Em várias jantas que fizemos lá na casa deles ele contava as histórias de moto, os roteiros, as dicas, o que conheciam ........

Eu depois de ter voltado do Chile e já comprado minha casa e ter arrumado as coisas. Sentia que algo faltava e na verdade a falta era de liberdade e de conhecer...... o avião é muito bom e rápido, mas agente entra e da um abraço no piloto e avisa “Tô te dando minha vida”. E o que se aproveita da viagem? A barrinha de cereal!!!

Então algumas passagens da minha vida vieram à tona:
Me lembrei da viajada do Chile ao Brasil;
Quando me perguntavam o que eu queria ser quando fosse grande. Eu sempre respondia: “Caminhoneiro”;
Meu amigo Fernando e Adriana contanto as aventuras da estrada.

Então fui ajeitando a verba para comprar e comprei uma NXi Falcon para as realizações do espirito aventureiro. Ainda não me atiro em grandes roteiros, mas já estou brincado pela volta.

E para relatar meus passeios e viagens vou usar o blog, assim os amigos estradeiros ficam a vontade para acompanhar minhas aventuras. Tenho saído nos finais de semana que a chuva anda por longe.


Espero que gostem e deixem seus comentários.

Nenhum comentário:

Postar um comentário